Quando a fissura anal não cicatriza sozinha? Sinais de alerta que exigem avaliação médica

A fissura anal é uma pequena ferida na borda do ânus que costuma causar dor intensa ao evacuar, ardência e, muitas vezes, sangramento. Em muitos casos, especialmente nas fissuras agudas, a lesão cicatriza sozinha com medidas simples, como melhorar o funcionamento do intestino e cuidados locais.

Mas nem sempre isso acontece. Algumas fissuras não cicatrizam espontaneamente e passam a exigir acompanhamento médico especializado.

De modo geral, uma fissura anal aguda tende a cicatrizar em até 4 a 6 semanas com tratamento clínico adequado. Quando a ferida persiste por mais tempo, ela pode evoluir para uma fissura anal crônica, que tem mais dificuldade de cicatrização.

Isso acontece porque a dor gera um reflexo de contração do músculo do ânus (esfíncter anal), reduzindo a circulação sanguínea local e dificultando a regeneração da pele. Assim, inicia-se um ciclo de dor, contração, cicatrização deficiente e mais dor.

Alguns sinais indicam que a fissura anal não está cicatrizando sozinha e precisa ser avaliada por um coloproctologista:

  • Dor intensa ao evacuar que persiste por semanas
  • Dor que continua mesmo após a evacuação, podendo durar horas
  • Sangramento anal recorrente
  • Ardência ou queimação constante na região anal
  • Presença de uma “prega de pele” ou carocinho próximo ao ânus (plicoma sentinela)
  • Sensação de ferida que nunca fecha
  • Piora progressiva dos sintomas, apesar dos cuidados
  • Medo de evacuar por causa da dor, levando à constipação

Esses sinais sugerem que a fissura pode ter se tornado crônica ou que existe outro problema associado. E por que não ignorar esses sintomas? Ignorar uma fissura que não cicatriza pode levar a:

  • Dor crônica e persistente
  • Prejuízo importante da qualidade de vida
  • Dificuldade crescente para evacuar
  • Uso inadequado e prolongado de pomadas sem orientação
  • Retardo no diagnóstico correto

Além disso, alguns sintomas anorretais podem se confundir com outras doenças que precisam ser descartadas com segurança.

Por isso, na consulta, o coloproctologista irá:

  • Avaliar o tipo de fissura (aguda ou crônica)
  • Investigar fatores que dificultam a cicatrização
  • Avaliar o tônus do esfíncter anal
  • Excluir outras doenças da região anal

Com isso, é possível indicar o tratamento mais adequado para cada paciente.

Porém, quando os cuidados iniciais não são suficientes, existem alternativas eficazes e seguras, como:

  • Ajuste do tratamento clínico
  • Pomadas específicas para relaxar o musculatura anal.
  • Fotobiomodulação (laser de baixa intensidade)
  • Toxina botulínica
  • Procedimentos minimamente invasivos com laser

A escolha sempre depende da avaliação individual e do estágio da doença, afinal, a fissura anal não deve ser tratada apenas como “algo normal”. Quando a dor persiste ou interfere na rotina, buscar ajuda médica é fundamental para evitar sofrimento prolongado e acelerar a recuperação.

No LabLaser, você encontra médicos experientes que avaliam cada caso de forma individualizada e utilizam tecnologias modernas, como o laser, para tornar o tratamento mais confortável, seguro e eficaz. Tem mais alguma dúvida? Escreva nos comentários.

Por Dr. Matheus de Oliveira Rangel

Coloproctologista e Cirurgião Geral

Preceptor da Academia do Laser

Membro da Sociedade Brasileira de Coloproctologia

Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Minimamente Invasiva e Robótica

Membro da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia

Professor de Cirurgia da Universidade Redentor

Fellow in Colorectal Surgery and Pelvic Floor, Portugal

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