Fissura anal aguda x crônica: qual a diferença e por que isso importa?
A fissura anal é uma pequena ferida que surge na pele do canal anal e costuma causar dor intensa ao evacuar, além de ardência e, muitas vezes, sangramento.
O que muitos pacientes não sabem é que existem dois tipos principais de fissura anal: a aguda e a crônica. Entender essa diferença é fundamental, porque o tipo de fissura influencia diretamente o tratamento e no tempo de recuperação.
A fissura anal aguda é a forma mais recente da doença. Geralmente surge após situações como:
- Evacuação com fezes muito endurecidas
- Prisão de ventre
- Esforço excessivo ao evacuar
- Episódios de diarreia intensa
Principais características da fissura aguda:
- Dor forte e em “pontada” ou queimação durante a evacuação
- Sangramento vermelho vivo no papel higiênico ou nas fezes
- Ferida superficial, com bordas regulares
- Tempo de evolução curto, geralmente até 6 semanas
E a boa notícia é: na maioria dos casos, a fissura anal aguda pode cicatrizar com medidas simples, como ajustar a alimentação, melhorar o funcionamento do intestino, higiene adequada e uso de pomadas prescritas pelo médico.
Já quando a fissura não cicatriza adequadamente e persiste por mais de 6 a 8 semanas, ela passa a ser considerada crônica.
Nesse estágio, ocorre um problema importante: o músculo do esfíncter anal entra em espasmo, ou seja, fica constantemente contraído. Isso reduz a circulação sanguínea local e dificulta ainda mais a cicatrização, criando um ciclo de dor e inflamação.
Características da fissura crônica:
- Dor persistente, que pode durar horas após evacuar
- Ferida mais profunda, com bordas endurecidas
- Presença de plicoma (uma pequena “prega” de pele ao redor do ânus)
- Dificuldade de cicatrização
- Impacto maior na qualidade de vida
E o tratamento? É muito importante enteder o tipo de fissura pois o tratamento muda completamente conforme o tipo de fissura.
- Fissura anal aguda: geralmente responde bem a tratamentos conservadores
- Fissura anal crônica: pode exigir abordagens mais avançadas, como:
- Pomadas específicas para relaxar o esfíncter
- Fotobiomodulação (laser de baixa intensidade)
- Toxina botulínica (botox)
- Laser terapêutico ou cirúrgico em casos selecionados
- Pomadas específicas para relaxar o esfíncter
Ou seja, quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de evitar tratamentos mais complexos.
Mas final, como saber se a fissura é aguda ou crônica?
Não é possível definir apenas pela dor ou pelo sangramento. A diferenciação exige avaliação médica, feita pelo coloproctologista, que analisa:
- O tempo de sintomas
- O aspecto da ferida
- A presença de sinais de cronicidade
- O impacto na rotina do paciente
A partir disso, o tratamento é individualizado, respeitando o estágio da doença e as necessidades de cada pessoa.
E você deve buscar avaliação médica se apresentar:
- Dor intensa ou persistente ao evacuar
- Sangramento anal recorrente
- Sintomas que não melhoram em poucos dias
- Medo de evacuar por causa da dor
A fissura anal pode parecer algo simples, mas quando não tratada corretamente, tende a se tornar crônica e mais difícil de resolver.
No LabLaser, você encontra informação confiável e médicos especializados que utilizam tecnologias modernas, como o laser e a fotobiomodulação, para auxiliar no tratamento da fissura anal de forma segura, menos dolorosa e personalizada. Entre a dor e o cuidado certo, informação e orientação fazem toda a diferença.
Por: Dra. Lorena Willers Coutinho
CRM/SP 172.373
Coloproctologista RQE 66.686
Especialista pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia
Especialista em tratamento de doenças do intestino, reto e ânus
Especialista em técnicas modernas e menos invasivas
Fique por dentro
Sangramento anal: sempre é ...
O sangramento anal é um sintoma que assusta muitos pacientes. Ver sangue no papel higiênico, nas fezes ou no vaso sanitário pode gerar ansiedade e preocupação. A associação imediata costuma ocorrer com hemorroidas, já que esta é uma condição muito comum. Mas será que todo sangramento anal é causado por elas? A resposta é: não! […]
Quais são os riscos do trat...
O laser vem se tornando uma das tecnologias mais utilizadas na medicina moderna. Ele já é empregado em cirurgias, na cicatrização de feridas, na remoção de lesões e no alívio da dor. Mas, como em todo tratamento médico, muitos pacientes têm dúvidas: será que o laser é totalmente seguro? Quais são os riscos envolvidos? O […]
Quais tipos de feridas pode...
As feridas fazem parte da vida, mas quando demoram a cicatrizar podem se transformar em um grande problema. Além da dor e do desconforto, existe o risco de infecções e de impacto direto na qualidade de vida.Nessas situações, o laser surge como uma tecnologia moderna que pode acelerar a cicatrização e melhorar os resultados do […]
Postado em 19/12/2025 às 06h00