Fissura anal e outros diagnósticos!
Na maior parte das vezes, a fissura anal surge por causas simples, como constipação, fezes endurecidas ou episódios de diarreia. No entanto, nem toda fissura anal tem origem apenas no trauma da evacuação. Em alguns casos, a presença da fissura pode estar relacionada a doenças associadas, que merecem investigação cuidadosa.
Entender quando a fissura é um problema isolado e quando pode ser sinal de outra condição é fundamental para um tratamento eficaz.
Quando a fissura anal foge do padrão comum? Algumas características levantam suspeita de que a fissura não seja apenas funcional:
- Fissura que não cicatriza com o tratamento habitual
- Dor persistente, intensa ou fora do padrão
- Múltiplas fissuras ou localização atípica
- Associação com outros sintomas intestinais
Nessas situações, o coloproctologista pode investigar causas menos comuns.
As doenças inflamatórias intestinais (DII), como a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa, podem afetar o canal anal e o reto.
Na Doença de Crohn, especialmente, é mais comum observar:
- Fissuras profundas ou dolorosas
- Comprometimento da cicatrização
- Associação com fístulas ou abscessos
- Fissuras fora da posição clássica
Nesses casos, a fissura não é apenas um problema local, mas parte de uma doença sistêmica que precisa de tratamento específico.
Além das doenças inflamatórias intestinais, a fissura anal pode estar associada a:
- Infecções específicas (como tuberculose, sífilis ou HIV, em contextos específicos)
- Doenças dermatológicas da região anal
- Alterações imunológicas
- Alterações vasculares ou neurológicas raras
Essas situações são menos frequentes, mas precisam ser lembradas quando o quadro não evolui como esperado.
Existem alguns sintomas que merecem atenção redobrada. Procure avaliação especializada se a fissura anal estiver associada a:
- Diarreia crônica
- Perda de peso sem explicação
- Muco ou pus nas fezes
- Dor abdominal recorrente
- Febre ou mal-estar geral
- Histórico familiar de doenças intestinais
Esses sinais indicam que o intestino como um todo pode estar envolvido.
E, quando há suspeita de doença associada, o médico pode solicitar:
- Exames laboratoriais
- Colonoscopia
- Exames de imagem
- Avaliação conjunta com gastroenterologista
O objetivo é tratar a causa de base, pois apenas cuidar da fissura, nessas situações, pode não ser suficiente.
O tratamento muda? Sim. Quando existe uma doença associada:
- O tratamento passa a ser mais amplo
- Pode envolver medicamentos sistêmicos
- O laser e a fotobiomodulação podem ser usados como tratamento de suporte, mas não substituem o controle da doença principal
A abordagem é sempre individualizada. A maior parte das fissuras anais é simples e tem excelente resposta ao tratamento clínico. Porém, reconhecer quando algo foge do padrão é essencial para evitar sofrimento prolongado e atrasos no diagnóstico de doenças mais complexas.
No LabLaser, nossos especialistas avaliam cada caso com cuidado, buscando não apenas cicatrizar a fissura, mas entender o paciente como um todo, garantindo segurança e precisão no tratamento.
Por Dr. Bruno Lorenzo Scolaro
Coloproctologista
Preceptor da Academia do Laser
Titular da Sociedade Brasileira de Coloproctologia
Mestre em saúde pela UNIVILLE
Professor do curso de Medicina da UNIVALI
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Postado em 14/01/2026 às 06h00